VIDA NA AMERICA

Como trabalhar legalmente nos Estados Unidos

Tipos de empregos para imigrantes e pontos positivos e negativos

Para entrar nos Estados Unidos é preciso tirar um visto, esse visto é a permissão para o estrangeiro estar no país. Mas cada tipo de visto tem um objetivo no país. Para trabalhar, esse visto terá que permitir atividade remunerada. O Visto de Turismo não permite trabalho legal, já Green Card, por outro lado, garante que pessoas de fora dos EUA vivam como cidadãos americanos, com todos os direitos e deveres garantidos pela constituição. Mas existe uma lista enorme de tipos de visto de trabalho para cada caso.

Atualmente, o tipo de visto mais solicitado e consequentemente concedido é o Visto de Turista B2. Ele permite, entre outras coisas, conhecer o país numa viagem curta, como de férias, por exemplo. Mas para morar e trabalhar é diferente! Quem entra com visto de turista não pode exercer nenhuma atividade remunerada no país. Para trabalhar existem vistos específicos que serão concedidos de acordo com a necessidade do empregador.

Como obter permissão para atuar profissionalmente nos EUA

Consiga uma oferta de emprego! Há quem diga que você só poderá fazer as malas se receber uma proposta de trabalho numa organização americana, como uma empresa ou universidade. Mas há exceções a essa regra. Uma delas é o EB-1, tipo específico de green card que pode ser solicitado por pessoas com “habilidade extraordinária” nos campos da ciência, das artes ou dos negócios, entre outras destinações (veja mais abaixo).

Verifique qual é o tipo de documento mais indicado para o seu caso

O visto permite a entrada em solo americano, mas normalmente é válido por um determinado período e só para as atividades especificamente definidas no documento. Na categoria de vistos de trabalho existem:

Os EUA importam mão-de-obra qualificada ou com habilidade extraordinária (visto O ou P) para área de Ciências, Artes, Educação, Negócios ou Atletismo. Para esse visto é necessário ter um empregador como patrocinador (chamado de “sponsor”). Os vistos de trabalho têm validade de 1 a 3 anos em média, mas é possível que seja pedida uma extensão caso o empregador queira continuar com o empregado.

Já o green card concede o direito de viver nos EUA para sempre e trabalhar em qualquer função, exceto aquelas que exigem cidadania americana. Você pode consegui-lo através de investimento (visto EB5), existência de parentes americanos ou através de vistos de trabalho requisitados pelo empregador. No último caso, o empregador deve enviar uma carta de solicitação/contratação do empregado para que ele tenha direito de trabalhar lá.

A escolha do melhor documento será feita pelo candidato em parceria com a instituição americana que o receberá.

Providencie a petição

Cabe à instituição americana em que você vai trabalhar a solicitação oficial do seu documento ao órgão de imigração competente. Mas é importante que você compreenda e acompanhe o processo do início ao fim.

O USCIS é a agência responsável pela análise prévia de alguns pedidos de visto, como o L-1, enquanto outros podem ser pedidos diretamente aos consulados, como o B-1. O DOL (US Department of Labor) precisa ser ouvido previamente em alguns casos de visto ou green card.

Cada tipo de permissão tem um prazo específico para ser solicitado. O H1B, por exemplo, precisa ser pedido no mês de abril. Conhecer o calendário oficial para as petições é importante para determinar qual é o melhor documento para você. Sobretudo se você não puder esperar muito tempo para concluir o processo.

Prepare-se para a entrevista

Feita e aprovada a petição, o próximo passo é agendar uma entrevista em um Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV) e na embaixada ou consulado mais próximo. As perguntas feitas pelo oficial dependem muito do tipo de documento que você está solicitando.

É obrigatório ir para a entrevista munido de todos os documentos necessários para comprovar os requisitos básicos do visto pedido. Para chegar bem preparado à conversa, a dica principal é dominar a linha de argumento da sua petição. Aqui você encontrará dicas para passar na entrevista do visto.

Verifique se é necessário tomar providências pós-imigração

Uma vez estabelecido nos Estados Unidos, você pode pedir a alteração do seu tipo de documento. São os casos conhecidos como “mudança de status”. Se você entrou como estudante (F1), por exemplo, pode pedir a alteração para H1B, o que lhe permitirá trabalhar. Esse pedido deve ser feito ao USCIS.

Se você está fora dos Estados Unidos, a solicitação deverá ser feita pelo chamado “processo consular”. Em que o USCIS aprova o pedido e o candidato vai ao consulado solicitar o visto para a primeira entrada nos Estados Unidos sob a nova categoria.

Também vale verificar se você não se tornou um residente fiscal americano, obrigado a declarar imposto de renda e pagar tributos para os Estados Unidos. Quem tem green card automaticamente se enquadra nessa categoria. Alguns vistos, como o F1, isentam o estrangeiro dessa contagem.

Tipos de Empregos para Imigrantes nos Estados Unidos

Muitas pessoas se perguntam como é o mercado de trabalho americano. Existe uma diferença entre os empregos dos americanos e empregos dos imigrantes. Ser imigrante, independente do país, não é uma coisa fácil. Todos têm a missão de aprender a cultura da nova terra, respeitar, aprender a nova língua, saber sobre diversas coisas do dia a dia, ser aceito e respeitado pela nova comunidade.

Como nos Estados Unidos a língua nativa é o inglês, tudo fica mais fácil se você já souber falar inglês, nem que seja o básico. Se você deseja ter um bom emprego, deverá ter um ótimo ou inglês fluente. E de preferência ensino superior (para quem possui visto de trabalho ou trabalha para multinacional, etc…). Caso contrário, só conseguirá os empregos que os americanos não querem fazer, os chamados empregos para imigrantes.

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Empregos para Imigrantes COM diploma

Muitos brasileiros vão para os Estados Unidos e trabalham em empregos considerados “inferior” até conseguirem regularizar sua situação acadêmica ou conseguir estudar mais. Já que, caso você tenha diploma no Brasil, pode demorar muito até que você consiga validar seu diploma e trabalhar na mesma área. E na maioria dos casos, os cursos do Brasil não são válidos nos EUA.

Na maioria dos casos (mais nas áreas médica e jurídica), o interessado deve estudar o curso todo em uma faculdade americana, ou pelo menos metade, caso seja aceita algumas horas de abatimentos do seu curso do Brasil. Esses cursos já são caros no Brasil, nos EUA esse preço é ainda maior.

Caso o imigrante vá para o país por meio de trabalho em qualquer multinacional, a transição será provavelmente mais fácil, já que ele ocupará a mesma posição na filial/matrix nos EUA e que sua formação será levada em conta.

Empregos para Imigrantes SEM diploma

Para os imigrantes que não tem diploma, as oportunidades são amplas, mas geralmente os empregos são pesados. Bem como limpeza doméstica, de escritórios, fábricas ou escolas, construção civil, landscaping, empregos em hotéis, lava-louças em restaurantes e coisas do gênero. Mas e o inglês? Atualmente há a exigência do inglês para trabalhos como babás, em restaurantes, caso precise lidar com o público, como o garçom, os demais serviços não se faz tão necessário ter o inglês.

Nota: é preciso permissão de trabalho para os empregos abaixo. Caso você não tenha, é preciso buscar um visto que te dê essa oportunidade.

  • Jardineiros: As pessoas com experiência de alguns nesse ramo podem conseguir ganhar até $22/h. Esse valor pode aumentar se você montar sua própria empresa de jardinagem/paisagismo.
  • Soldadores: Apenas um ano de experiência pode lhe proporcionar um salário de $16/h, podendo chegar a $27/h com mais anos.
  • Eletricistas: É possível fazer $21/h (mínimo $15/h) com um pouco de experiência. Em certas partes dos EUA é possível fazer até $26/h (veja como fazer um curso de eletricista nos EUA).

Obs: Essa é uma média de salários, pois os salários variam de acordo com cada Estado. Para saber mais sobre isso clique aqui.

Outros: Os empregos abaixo podem exigir um curso de dois anos, certificação ou passar em testes para obter a credencial de trabalho.

  • Gerente de transportação;
  • Caminhoneiros;
  • Webdesigner;
  • Bombeiros de incêndios florestais;
  • Bombeiros municipais;
  • Controlador de tráfego aéreo;
  • Gerente de distribuição e de depósitos;
  • Pilotos de aviões comerciais;
  • Agente imobiliário.
  • Esteticista e Cabeleireiro

Quem indica e Network

Se você conhecer americanos que possa te indicar para certa vaga, tudo ficará mais fácil. Assim como no Brasil. Outra maneira de se dar bem, é se relacionar com americanos ou hispanos que trabalham na área que você deseja ingressar. Propague suas habilidades com indivíduos que provavelmente te ajudarão a ingressar naquela vaga.

Internet

É possível tentar conseguir emprego pela internet. Seja nas redes sociais ou em sites de empregos, como o Boston Mais +, agências de emprego ou classificados de jornais. Mas lembre-se, use um perfil profissional nas redes sociais, já que cresce cada vez mais empresas que bisbilhotam os perfis de futuros empregados.

Em todos os casos, as situações varia de imigrante para imigrante. Não se esqueça que o importante é trabalhar de forma honesta e investir no seu avanço pessoal e profissional.

Pontos positivos e negativos de Trabalhar nos Estados Unidos

Quem pretende trabalhar em outro país, já deve ter se pego comparando uma cultura com a outra. E essa comparação muitas vezes assusta um pouco, porque trabalhar nos EUA é diferente de trabalhar no Brasil. Já começa que o salário mínimo nos EUA e pago por hora, e não por mês. Outra coisa é que se você trabalhar você recebe, se não trabalhar não recebe. Não é como no Brasil que você pode ficar alguns dias em casa, dependendo do motivo, e recebe por isso por estar vinculado à empresa.

Vale lembrar: experiência é o que mais conta na hora que se está buscando emprego. É bem comum ver aposentados trabalhando nos EUA, deficientes também.

Pontos positivos de trabalhar nos EUA

Pagamento

A maioria dos empregos nos Estados Unidos é bem remunerado, mesmo os trabalhos braçais. Trabalhos mais pesados podem pagar até mais que empregos em escritórios, mas é claro que se você tiver uma educação superior americana poderá ganhar mais. No Brasil, o pagamento é mensal. Já nos EUA, o pagamento é semanalmente ou a cada duas semanas. Dependendo do emprego, poderá até ganhar por dia.

Oportunidades iguais

Nos EUA as oportunidades de emprego são iguais para todos. Já que, os empregados são proibidos por lei de te discriminar, seja por raça, sexo, religião, idade, nacionalidade, etc.

Horários

É bem comum nos EUA ter várias opções de horários para escolher. Muitos empregos oferecem mais de um horário e tipo de serviço. Estudantes universitários podem trabalhar part-time (menos de 40 horas por semana) e assim, conseguir pagar por seus estudos, e também obter o summer jobs, que visam contratar estudantes.

Trabalhadores full-time trabalham no mínimo 40 horas por semana. É comum o dia de trabalho do americano começar às nove da manhã e terminar às cinco da tarde. Mas há quem comece mais tarde ou termine mais cedo, tudo depende do turno. A maioria dos comércios trabalham 24 horas por dia, então oferecem várias opções de turnos.

Plano de saúde

Alguns planos de saúde oferecidos por empresas são de ótima cobertura.

Aumento

É comum pedir aumento para o chefe nos Estados Unidos. Se o empregado prova que merece, pode conseguir ganhar um pouco mais.

Pontos negativos de trabalhar nos EUA

Feriados

Nos Estados Unidos há menos feriados e eles não emendam como no Brasil, ou seja, não existem feriados prolongados. Essa é uma das razões pela qual ganha-se mais.

Férias

Depois de um ano de serviço, você consegue uma semana de férias ou cinco dias. Após dois anos, você recebe duas semanas de férias. Depois de cinco anos trabalhando para a empresa, você pode receber quatro semanas de férias. Mas isso varia de acordo com a política da empresa para qual você trabalha. Na maioria das vezes, as ferias não são remuneradas.

Chefes

Os chefes americanos podem gritar com você se acharem necessário, falam o que pensam e não têm vergonha alguma em parecer grossos. Mas claro que essa não é a regra, são algumas exceções, mas você precisa estar preparado para lidar com isso.

Especialização profissional

A maioria dos empregos nos Estados Unidos são estritamente específicos. Se você for contratado para tal cargo, então provavelmente será ensinado a fazer apenas as coisas daquele cargo. Alguns supervisores fazem isso por medo da concorrência, para que você não aprenda a fazer tanto quanto eles.

Concorrência

A competição por empregos é maior, pois você vai concorrer com universitários, adolescentes e pessoas com anos de experiência na sua frente. Isso depende do tipo de emprego que você busca, é claro. Se você for trabalhar nos empregos que geralmente os americanos não querem, você terá uma facilidade muito maior em se conseguir trabalho. E são trabalhos que são muito bem remunerados.

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