VIDA NA AMERICA

Acidentes de trânsito

Saiba como você deve agir se bater o seu carro nos EUA

Se envolver em um acidente de trânsito é algo que deixa qualquer pessoa de cabeça quente, muitas vezes perdida e sem saber como agir. Várias coisas acontecem rapidamente, e se esse acidente ocorrer em outro país, muitas dúvidas sobre como agir acabam surgindo, além de toda a preocupação que a situação já exige.

Se você estiver nos Estados Unidos e acabar passando por esse problema, saiba que existem algumas regras que você deve seguir. É necessário primeiramente coletar alguns dados, como nome completo dos envolvidos e das testemunhas, da companhia de seguro dos mesmos e caso haja algum ferido, chamar a assistência médica imediatamente. Após o ocorrido, você deve procurar um advogado especialista em acidente de trânsito nos EUA, que irá te passar as orientações a serem seguidas.

Veja agora um passo a passo do que você deve fazer, caso se envolva em um acidente de carro em terras norte americanas.

Ligar para a emergência

A primeira coisa a se fazer nessa situação é verificar se há algum ferido no local do acidente, se tiver, ligue imediatamente para o número 911, que é a Central de Emergências do país. O atendimento emergencial dos Estados Unidos é bem ágil e uma ambulância chegará o mais rápido possível até o local do acidente. Uma viatura policial também será enviada, para fazer um boletim de ocorrência e os próprios oficiais poderão te instruir sobre o que fazer nesse momento.

Mesmo se não tiver alguém ferido, o indicado é ligar mesmo assim para a emergência e informar sobre o que aconteceu. Já que em alguns estados americanos, a polícia não é obrigada a ir até o local, mas em alguns isso já é obrigatório.

Coletar o máximo de informações que puder

Nos Estados Unidos é obrigatório ter seguro de carro e você também é obrigado a apresentá-lo quando sofre ou causa um acidente de trânsito. Toda apólice de seguro faz a cobertura do veículo que foi batido, pode até não cobrir o do próprio assegurado, mas é obrigatório cobrir o outro.

Você tem todo o direito de pedir os dados da carteira de motorista do outro condutor, e deve fazer isso, já que pode acontecer desse condutor não estar na apólice de seguro do veículo. E você não terá como provar que foi determinada pessoa que bateu no seu carro, se não tiver essas informações.

Outra atitude que você deve tomar, principalmente se o motorista que bateu em você não estiver cooperando ao te passar as informações dele, é tirar fotos do acidente. Essas fotos poderão te ajudar também com a seguradora, faça imagens dos danos causados no seu carro, das placas e os modelos dos veículos e até mesmo do outro condutor (se conseguir). Tire foto também da rua e de alguns pontos de referência onde o fato aconteceu, pois, se você não conhecer muito bem a região, essas imagens vão te ajudar a passar uma melhor identificação do local.

Quanto mais informações e provas você conseguir coletar, menos chances terá de ficar no prejuízo.

O que devo fazer se o outro motorista não quiser me passar os dados?

Mesmo o seguro de veículos sendo obrigatório nos EUA, muitos motoristas tentam burlar a lei, algumas até possuem o seguro, mas não gostam de contatar pois afirmam que passarão a ter gastos extras. Essa atitude de se negar a passar as informações necessárias se chama “hit and run”, o que seria algo como “bater e fugir”.

Se isso acontecer com você, vá até uma delegacia da cidade onde aconteceu o acidente e relate o fato, não esqueça de ter em mãos a placa do carro e as fotos que você fez durante o ocorrido. Dependendo do estado em que você estiver, o próprio sistema interno da polícia será capaz de identificar o outro condutor e você conseguirá entrar em contato com a seguradora dele.

Outra opção é entrar em contato com a Small Claims Court (o Tribunal de Pequenas Causas) do estado em que você mora e/ou entrar em contato com um advogado que ficará responsável em cuidar do caso.

Segundo as estatísticas do Departamento of Motor Vehicles, todo motorista nos EUA irá se envolver em um acidente de trânsito pelo menos uma vez, ao longo da vida. Por isso é muito importante ter sempre cuidado e estar de acordo com as leis de trânsito, principalmente se você não estiver em seu país de origem.

Contatar a sua seguradora

A sua companhia de seguros deve ser contatada até 12 horas após o acidente, ou até mesmo um representante de seguros pode ser chamado no momento do ocorrido e comparecer até o local. Fique muito atento, pois se passar esse prazo, você poderá não ser compensado.

Ao entrar em contato com a seguradora, você deve fornecer um relato verdadeiro do acidente. A empresa irá te fornecer alguns documentos que deverão ser preenchidos, essa documentação poderá ser enviada pelo correio, ou entregue por um representante da seguradora. Pode acontecer até mesmo da empresa solicitar sua presença no escritório da companhia, para realizar esse preenchimento. O procedimento vai variar de uma seguradora para outra.

Uma avaliação do seu veículo será feita, para verificar os danos causados. Após esse procedimento, você pode receber um cheque ou até mesmo ser convidado a encaminhar o carro a uma oficina indicada pela companhia de seguros. Se você alegar que a avaliação feita e o reembolso não estão corretos, poderá registrar uma disputa com a seguradora, e aguardar uma nova revisão do veículo.

Toda informação sobre o acidente será exigida pela seguradora, por isso é importante coletar a maior quantidade de dados possível dos motoristas e carros envolvidos. Se houver feridos no acidente, a empresa também vai solicitar um relatório médico, informando a natureza da lesão, o hospital que a pessoa foi levada e o meio de transporte utilizado para fazer essa locomoção. Esse relatório é feito geralmente pelo policial que compareceu até o local, no momento do acidente. E cada motorista tem direito a uma cópia desse documento.

As testemunhas que estavam próximas, também poderão ser solicitadas para apresentar uma visão clara do que aconteceu no evento. Por isso, atente-se a coletar também nome e telefone das pessoas que estavam ao redor e presenciaram o acidente.

Gap Insurance

O seguro Gap não é um requisito obrigatório de leis estaduais ou de seguro quando você compra um veículo, é uma cobertura opcional, mas que pode ser extremamente necessária caso o seu carro sofra perda total em um acidente. Essa forma de seguro oferece uma cobertura para a diferença entre o quanto o seu carro vale e o montante que você ainda deve.

O Seguro Gap acaba sendo muito útil para veículos novos comprados por financiamento ou para carros alugados. Ou seja, em negociações de compra em que você ainda terá que continuar com os pagamentos, mesmo se o carro sofrer perda total. Pode ser adquirido na própria companhia de seguros do seu veículo ou até mesmo com outras companhias, considerando a melhor oferta dos revendedores.

Normalmente, as seguradoras pagam apenas o valor real de caixa (ACV) do carro no momento da perda, no caso de perda total. Isso pode ser um problema, já que algumas pessoas ainda teriam que continuar pagando a diferença do carro que ainda ficaria do financiamento. No entanto, o seguro Gap protege o motorista de ter que pagar esse valor para a empresa financeira ou o credor, pagando essa diferença de valor que você ainda deve do veículo.

Veículos alugados

Grande parte dos brasileiros que viajam para os Estados Unidos acabam optando por alugar um veículo, para facilitar o transporte entre os passeios, principalmente nas grandes cidades. Além de todos os cuidados que são necessários ao utilizar um carro que não é seu, é preciso ficar bem atento ao tipo de seguro que foi contratado no momento de alugar o automóvel.

Para qualquer plano de locação é exigido pelas autoridades, o seguro mínimo para terceiros (responsabilidade civil), ele já está incluído em qualquer pacote e não é necessário pagar valores adicionais. Mas existem outros seguros opcionais que valem muito a pena serem contratados se você decidir alugar um carro nos EUA. Eles oferecem segurança e vão diminuir sua preocupação durante a viagem. Os seguros opcionais mais comuns são:

LDW/ CDW:

Esse é o seguro “Loss Damage Waiver” (LDW), que dependendo do lugar também é chamado de “Collision Damage Waiver” (CDW). Essa forma de seguro isenta o locatário de qualquer responsabilidade financeira por perdas (roubo) e danos causados ao carro, desde que nenhuma cláusula do contrato seja infringida. Nesta cobertura, a locadora acaba assumindo o papel de uma seguradora, assumindo ela mesma a responsabilidade de qualquer problema, sem precisar de uma seguradora por traz da negociação.

Caso essa cobertura não seja contratada, o locatário se torna responsável pelo veículo, mesmo que não tenha culpa dos danos causados ao carro.

E.P/ SLI/ LIS:

Esse é o seguro E.P (Extended Protection), que também pode ser chamado de LIS ou de SLI. Essa forma de seguro oferece uma cobertura estendida de até um milhão de dólares para danos físicos e materiais que venham ser causados a terceiros, incluindo também uma cobertura em caso de ferimentos, invalidez e morte causados pelo locatário.

O E.P é uma forma de estender a cobertura básica já garantida por lei para terceiros. O locatário fica responsável por cobrir o dano no veículo do terceiro e também pelos tratamentos médicos (se houver), caso não contrate essa cobertura.

CPP:

O seguro CPP (Carefree Personal Protection), chamado também de PAI, PEC, PAEC ou PTI, oferece uma cobertura que protege os ocupantes do carro alugado, em caso de acidente. Cobre gastos médicos que envolvam o acidente, morte acidental e perda de membros, repatriação de restos mortais e perdas de efeitos pessoais. Caso você já tenha contratado o seguro viagem, o CPP pode ser dispensado, já que todas as despesas médicas já são cobertas pelo seguro viagem.

RSA:

O seguro RSA (Roadside Assistance) ou RSN (Roadside Safety Net) é uma espécie de serviço assistencial na estrada. Para casos de perda de chaves, troca de pneus ou envio de gasolina, entre outros casos de emergência.

Vale lembrar que os valores dos seguros contratados podem variar de acordo com a locadora escolhida, por isso faça uma consulta antes de fechar o contrato de locação.

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